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Revista Grandes Construções

Jogo Rápido

Edição 59 · 05/2015 · Maio 2015

Lançado ao mar em abril o petroleiro André Rebouças

Mais um navio petroleiro de grande porte foi entregue à Petrobras no início de abril. A embarcação chamada André Rebouças, com 274 metros de comprimento e 16 metros de calado, foi produzida pelo Estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco, e possui capacidade para transportar até 157 mil toneladas de petróleo. Trata-se de mais uma encomenda da Petrobras/Transpetro através do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), que integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O Promef foi dividido em duas fases, para construção de 46 navios de grande porte, sendo o petroleiro André Rebouças o quinto navio do Lote 1 do Promef I.

Os recursos para a construção do André Rebouças vieram do Fundo da Marinha Mercante (FMM) que visa fomentar o desenvolvimento da Indústria Naval brasileira. Até dezembro de 2014 o Fundo, que é gerenciado pelo Ministério dos Transportes, concedeu financiamentos no montante de R$ 31 bilhões para a construção de 426 embarcações e 13 estaleiros.

 

 

Construção naval terá mais R$ 1,8 bi

O Conselho Diretor do Fundo de Marinha Mercante (FMM) decidiu, no final de abril, apoiar financeiramente projetos da indústria naval no valor de R$ 1,81 bilhão. Do total, R$ 1,26 bilhão destinam-se a novos projetos que incluem a construção de 47 embarcações para navegação interior e oito de apoio offshore, além da modernização de 87 balsas graneleiras.

Os outros R$ 550,7 milhões serão destinados a projetos reapresentados em função de alterações, suplementação ou novo prazo para contratação em até 120 dias, envolvendo 104 embarcações e um estaleiro.

Os recursos do FMM integram a carteira de investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), são gerenciados pelo Ministério dos Transportes e financiam até 90% do valor dos projetos. A definição do percentual de financiamento depende do conteúdo nacional de cada projeto e do tipo da embarcação.

 

 

Venda de caminhões I

De acordo com a Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, o segmento de caminhões encerrou 2014 com 13,7 mil unidades licenciadas no último mês do ano, superior em 12,6% sobre novembro, com 12,2 mil, e abaixo em 5% com relação as 14,4 mil de dezembro de 2013. O desempenho contribuiu para que 2014 terminasse com 137,1 mil caminhões licenciados, retração de 11,3% sobre as 154,6 mil do ano anterior.

O recuo foi um pouco mais intenso na produção: em 2014 saíram das linhas de montagem 139,9 mil caminhões, 25,2% a menos do que as 187,1 mil de 2013. No comparativo mensal as 3,7 mil unidades do último dezembro significam queda de 68,6% sobre as 11,8 mil de novembro e de 49,6% frente as 7,3 mil do último mês de 2013.

Ainda segundo a Anfavea,o licenciamento de caminhões terminou o mês de março deste ano com crescimento de 25,9% em relação a fevereiro – 6,5 mil e 5,1 mil unidades respectivamente. Contudo, na análise contra as 9,2 mil unidades comercializadas em março do ano passado, a diminuição é de 29,8%. O resultado no acumulado, com 19,3 mil unidades, está 36,6% inferior com relação as 30,4 mil de 2014.

A produção nos três meses deste ano está menor em 49,3% do que no ano passado, quando 42,8 mil caminhões foram fabricados – este ano o volume chegou a 21,7 mil. Em março de 2015 7,4 mil unidades deixaram as fábricas brasileiras, o que significa retração de 5,3% frente as 7,8 mil unidades de fevereiro e declínio de 46,7% contra as 13,8 mil de março de 2014.

 

 

Venda de caminhões II

Depois de ter sido aprovada pelo Senado Federal, no final de abril, a Medida Provisória 661/2014, que autoriza o refinanciamento de contratos de compra ou leasing de caminhões firmados pela linha de crédito Procaminhoneiro, do BNDES, depende agora apenas da sanção pela presidente Dilma Rousseff, para entrar em vigor.

A regra vale para caminhoneiros autônomos, microempreendedores individuais e microempresas de transporte de cargas com renda anual de até R$ 2,4 milhões. Poderá ser efetuada a renegociação das primeiras 12 parcelas a vencer após a formalização do pedido junto ao agente financeiro. A solicitação poderá ser feita até 31 de dezembro de 2015 para os contratos assinados até 31 de dezembro de 2014. A União poderá conceder subvenção de juros, para que o tomador do empréstimo conte com uma taxa menor que a praticada pelo BNDES. Empresários com renda anual acima de R$ 2,4 milhões também poderão refinanciar as parcelas pelas mesmas regras, mas sem queda nos juros praticados.

 

 

Emprego na construção recuou 0,68% em março

O nível de emprego na construção brasileira registrou queda de 0,68% em março em comparação a fevereiro. O saldo entre demissões e contratações ficou negativo em 22,3 mil trabalhadores com carteira assinada, de acordo com pesquisa elaborada pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) em parceria com a FGV (Fundação Getulio Vargas). No trimestre, o saldo negativo soma 64,2 mil vagas, indicando queda de 1,95% em relação a dezembro. Com isso, ao final de março o número de trabalhadores do setor totalizava 3,253 milhões.

Em relação a março de 2014, foram fechadas 296,9 mil vagas (-8,36%). Na comparação do acumulado no ano contra o mesmo período do ano anterior, a queda foi de 7,45%, uma redução de 263,8 mil empregos. “A rápida deterioração do nível de emprego no primeiro trimestre requer medidas urgentes do governo para reverter esse quadro. É preciso agilizar novas concessões na infraestrutura, bem como lançar a fase 3 do Programa Minha Casa, Minha Vida. No setor imobiliário, diante do próximo esgotamento dos financiamentos com recursos da Poupança, será necessário reforçar a concessão de crédito por meio de novos instrumentos financeiros”, comenta o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto.

No Estado de São Paulo, o nível de emprego, em março, registrou leve declínio de 0,17% frente ao mês anterior, com o saldo entre contratações e demissões ficando negativo em 1.458 trabalhadores. No acumulado do ano em relação ao mesmo período do ano anterior, o indicador apresentou baixa de 5,76%, com o fechamento de 51.387 vagas. No trimestre, o indicador apresenta saldo negativo de 1.107 vagas, com retração de 0,13% em relação a dezembro. Com isso, ao final de março o número de trabalhadores do setor empregados no estado totalizava 837,7 milhões.

No mês, todas as regiões do país apresentaram resultado negativo. Confira na planilha abaixo:

 

Enel vence leilão de energia eólica no Brasil

A Enel Green Power venceu um dos leilões de energia renovável promovidos pelo Brasil em 30 de abril e terá um contrato de 20 anos para a venda de energia produzida no novo projeto eólico de Cristalândia, na Bahia. A planta tem capacidade instalada de 90 megawatts. “O novo leilão elevou para cerca de 700 MW a capacidade eólica que estamos conquistando nos leilões públicos no Brasil desde 2010", declarou o CEO da companhia, Francesco Venturini. Ele ainda acrescentou que a nação "representa um ponto estratégico para a nossa empresa, onde temos uma presença diversificada de eólica, hidrelétrica e fotovoltaica".

A Enel investirá cerca de US$ 190 milhões para a construção do novo projeto eólico, em linha com os objetivos de crescimento previstos no atual plano industrial. No nordeste, onde está a nova planta da empresa, a Enel já opera parques com cerca de 260MW - alguns ainda em fase de construção - e cerca de 250 MW em energia solar. Cristalândia está prevista para entrar em atividade em 2017.

 

 

Exportações sustentam indústria brasileira de máquinas e equipamentos

Em março de 2015, o faturamento da indústria brasileira de máquinas e equipamentos foi de R$ 7,023 bilhões, o que representou um aumento de 16,8% sobre o mês anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o faturamento bruto foi 16,1% maior. Considerando o primeiro trimestre como período de análise, o faturamento de R$ 18,756 bilhões representa um crescimento de 8,7% sobre o mesmo trimestre de 2014.

Os números são da pesquisa Indicadores Conjunturais, realizada pela  Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos. De acordo com a entidade, a melhora no faturamento é resultado basicamente das exportações, uma vez que as vendas no mercado interno registram queda de 16,8% quando comparadas com o mês anterior.

O resultado das exportações de março/15 no valor de US$ 1,235 bilhões foi 55,9% maior do que o resultado registrado em fevereiro/15. Comparando com o mesmo mês do ano anterior, as exportações cresceram 21,9%. No trimestre, o valor de US$ 2,812 bilhões, ainda é de queda de 11,9%, quando comparado com o mesmo período de 2014.

Visando estimular e reforçar a cultura exportadora entre as empresas fabricantes de máquinas e equipamentos, a Abimaq lançou, no dia 17 de março, em sua sede, em São Paulo, a campanha Esforço Exportador 2015, iniciativa da associação por meio do Programa Brazil Machinery Solutions (BMS), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). A campanha é o primeiro passo de uma série de ações que integram a estratégia definida pela Abimaq para o ano de 2015, visando à concentração de esforços no incentivo às exportações, caminho considerado pela entidade como fundamental para o enfrentamento da crise atual.

 

 

Estádio Serra Dourada, em Goiânia, será modernizado

A GCP Arquitetos, escritório paulistano de arquitetura, será responsável pelo projeto de modernização do Estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO). A GCP venceu a licitação pública feita pelo Governo do Estado de Goiás e foi contratada no início deste ano pela AGETOP – Agência Goiana de Transportes e Obras.

O projeto original é de Paulo Mendes da Rocha, ganhador do Pritzker em 2006, prêmio que reconhece os melhores arquitetos do mundo. O autor, inclusive, esteve no escritório da GCP para apresentar os conceitos fundamentais do projeto e conhecer as mudanças planejadas. Segundo Sergio Coelho, sócio-fundador da GCP, a intervenção visa “adequá-lo às necessidades atuais e manter e reforçar as virtudes do partido original, garantindo o uso futuro daquela obra de extrema qualidade arquitetônica e urbanística”.

Inaugurado em 1975 e considerado um estádio modelo, o Serra Dourada acaba de completar 40 anos. Agora, passará por uma reformulação que privilegiará o bem-estar do público, funcionários, imprensa e atletas. Veja algumas das mudanças:

Extensão da arquibancada inferior com cadeiras até o nível do gramado;

Criação de cerca de 10 camarotes na porção central da arquibancada do lado oeste;

Reforma e nova divisão das cabines de rádio e TV;

Substituição dos placares atuais por telão, capaz de transmitir também imagens do jogo;

Criação de auditório e zona mista para jornalistas;

Reforma dos vestiários;

Criação de novo acesso dos atletas a partir de parada interna dos ônibus;

Modernização e criação de recepção para imprensa, público da tribuna, autoridades e novos camarotes.

 

 

Governo do Ceará recebe propostas para obra do VLT na capital

A Secretaria da Infraestrutura do Estado do Ceará (Seinfra) concluiu em 24 de abril a fase de recebimento de propostas para a retomada das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Fortaleza, que vai ligar os bairros Parangaba e Mucuripe. A obra havia sido prometida para a Copa do Mundo, em junho de 2014, e foi suspensa por atrasos da empresa responsável.

As obras foram divididas em três lotes. Os serviços do primeiro trecho, referentes à passagem na avenida Borges de Melo, estão orçados em R$ 26,8 milhões. O segundo trecho – Estação Borges de Melo à Estação Parangaba e o centro de manutenção, está orçado em R$ 48,3 milhões. Já a terceira licitação tem valor de R$ 100 milhões e compreende o trecho entre a Estação Iate à Estação Borges de Melo.

Os recursos para as obras são da Caixa Econômica Federal e os trabalhos devem ficar prontos num prazo de 12 meses a partir da assinatura da Ordem de Serviço, exceção para os serviços do terceiro trecho, fixado em 18 meses. O VLT está com 50% de avanço nas obras e, quando concluído, terá 12,7 km ligando os bairros Mucuripe e Parangaba. Desta extensão total, 11,3 km serão em superfície e 1,4 km de trechos elevados.

O traçado atravessa 22 bairros, área que concentra mais de 500 mil moradores de Fortaleza. A previsão de demanda potencial é de 90.000 passageiros por dia.

 

 

Plano de Mobilidade Urbana não afeta contratos já firmados

O Secretário Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, Dario Lopes, garantiu, no início de abril, que os contratos de obras e projetos de mobilidade urbana, apoiados pelo órgão, e que estão em andamento, não serão interrompidos para os municípios que ainda não concluíram seus planos de mobilidade. Embora a Lei nº 12.587/2012 estabeleça que a partir de 12 de abril deste ano as cidades com mais de 20 mil habitantes tenham plano municipal de mobilidade urbana para receber recursos federais, a decisão não afeta contratos já firmados.

"Os investimentos em andamento não sofrerão interrupções. Não precisa acelerar obras para acabar antes do prazo, pois o que está em andamento não será interrompido", assegurou Dario Lopes.

Segundo o Secretário, a lei institui as diretrizes da Política Nacional da Mobilidade Urbana e visa melhoria de acessibilidade e integração dos diferentes modos de transporte. O texto legal estabelece que os municípios que não tiverem o Plano após 12 abril de 2015 ficarão impedidos de obter recursos federais orçamentários federais (Orçamento Geral da União - OGU) para contratação de novas operações. Estes municípios com população superior a 20 mil habitantes e todos os demais obrigados na forma da Lei ficam (temporariamente) impedidos de celebrar novos contratos até que cumpram as exigências da Lei (apresentação do Plano de Mobilidade Urbana).

A Lei impede apenas repasse de recursos orçamentários federais do Orçamento Geral da União (OGU) para os municípios que não tiverem seus Planos de Mobilidade elaborados.  A realização de financiamentos via Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) ou outro tipo de financiamento não são impedidos pela Lei Nº 12.587/2012.

A Política Nacional de Mobilidade não prevê a avaliação dos Planos de Mobilidade municipais por parte do Ministério das Cidades nem de nenhum outro órgão. No entanto, para futuras seleções que envolverão recursos orçamentários federais, os projetos cadastrados deverão estar de acordo com os Planos de Mobilidade Urbana elaborados e com os princípios, diretrizes e objetivos da Política Nacional de Mobilidade Urbana, descritos nos artigos 5º, 6º e 7º da Lei Nº 12.587/2012, assim como o respeito aos direitos dos usuários do Sistema Nacional de Mobilidade Urbana, descritos nos artigos 14º e 15º da Lei. Por conta disso, tal avaliação poderá ocorrer pelo Ministério das Cidades.

 

 

ESPAÇO SOBRATEMA

M&T EXPO

Mais de mil marcas de equipamentos para construção e mineração estarão em exposição na M&T EXPO, a principal feira de negócios do setor na América Latina, que será realizada de 9 a 13 de junho, em SP. A Sobratema espera receber cerca de 54 mil visitantes, vindos de todo o território nacional e do exterior. http://www.mtexpo.com.br/

M&T EXPO Congresso – Sobratema e Iopex

O M&T EXPO Congresso terá uma programação abrangente, com a realização de seminários e eventos especiais, como o 2º Summit Internacional de Excelência Operacional & Lean Construction, promovido pela Sobratema, em parceria com o IOPEX – Institute for Operational Excellence Brasil, no dia 10 de junho, a partir das 10h00. http://www.mtexpocongresso.com.br/index.php/programa/palestra/53

M&T EXPO Congresso – Instituto Opus

No dia 11 de junho, a partir das 14h00, o Instituto Opus ministrará seu seminário sobre qualificação profissional, trazendo casos de sucesso de companhias que investem constantemente na capacitação de seus profissionais e possuem programas de excelência para formação e qualificação de mão de obra. http://www.mtexpocongresso.com.br/index.php/programa/palestra/30

M&T EXPO Congresso – Inteligência de Mercado

Também, no dia 11 de junho, a partir das 10h30, a Sobratema promoverá o seminário O Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção, com uma apresentação do consultor Brian Nicholson, que fará uma análise sobre o panorama atual do segmento, avalição sobre as demandas para máquinas e as tendências para o segundo semestre. http://www.mtexpocongresso.com.br/index.php/programa/palestra/57

Cursos instituto Opus

Cursos em junho 2015

Data - Curso - Local

15 - 19 - Rigger - Sede da Sobratema

22 - 24 - Gestão de Frotas - Sede da Sobratema

25 - 26 - Gerenciamento de Equipamentos e Manutenção de Frotas - Sede da Sobratema

Cursos em julho 2015

Data - Curso - Local

06 - 10 - Rigger - Sede da Sobratema

13 - 16 - Supervisor de Rigging - Sede da Sobratema

20 - 22 - Gestão de Frotas - Sede da Sobratema

23 - 24 - Gerenciamento de Equipamentos e Manutenção de Frotas - Sede da Sobratema