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Revista Grandes Construções

Jogo Rápido

Edição 62 · 08/2015 · Agosto 2015

Até debaixo d’água

O Tunnel Boring Machine (TBM), conhecido como ‘Tatuzão’, usado nas obras da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro, chegou à Estação Jardim de Alah, no Leblon, no dia 10 de julho, cerca de um mês antes do previsto. Numa solução inédita na engenharia brasileira, parte da estação foi preenchida com água para receber a tuneladora, que vinha escavando por baixo do canal do Jardim de Alah, Zona Sul carioca.

Esta técnica chama-se breakthrough submerso e foi utilizada para equilibrar a pressão do terreno e permitir que o ‘Tatuzão’ continuasse operando em ambiente similar ao que estava sob o canal. O método – comumente utilizado no exterior e empregado recentemente em obras de metrô da Alemanha, China, Itália, Argentina e Estados Unidos – foi utilizado pela primeira vez no Brasil.

Para receber a máquina, um quarto da Estação Jardim de Alah foi preenchida com água. Com isso, o ‘Tatuzão’ chegou submerso à estação e, agora, finaliza a construção e vedação do túnel neste trecho. Em seguida, a estação começará a ser esvaziada para que o ‘Tatuzão’ possa ser arrastado pelo corpo da estação. O equipamento permanecerá por cerca de 40 dias no Jardim de Alah, onde passará por manutenção programada.

Em seguida, escavará sob o leito da Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon, até a Estação Antero de Quental, onde está previsto para chegar na segunda quinzena de outubro. Em dezembro, a tuneladora chega na região do Alto Leblon, onde irá se conectar ao túnel escavado da Barra da Tijuca em direção à Zona Sul.

Entre a estações General Osório e Jardim de Alah, o ‘Tatuzão’ escavou aproximadamente 2 mil metros de túnel.

 

 

Pesquisa identifica os principais problemas das concreteiras

A RCO, fabricante nacional de centrais dosadoras, silos verticais e horizontais de concreto, acaba de fechar uma primeira fase do Serviço Ampliado Direcionado (SAD), seu programa de pós venda. Com a iniciativa, 99 clientes foram visitados até o final de abril desse ano, totalizando 108 plantas. Nos locais, equipamentos como centrais de concreto, silos de armazenamento e sistemas de transporte foram detalhadamente avaliados. Outra ação envolveu a entrevista pessoal com os responsáveis pelas empresas e com os técnicos especializados. Do total de empresas, 65% são concreteiras e 30% são companhias fabricantes de pneus. Os 5% restantes pertencem aos setores alimentício e de cosméticos.

“As visitas serviram para realizar um levantamento dos problemas técnicos enfrentados em campo e como eles podem ser endereçados pela nossa área de engenharia”, explica Zulli, Gestor de atendimento ao cliente (SAD). De acordo com ele, as visitas são a base do banco de dados que a empresa já criou e que vai mapear os principais pontos de atenção nos equipamentos operados com a marca RCO. “Na verdade, a base de dados vai funcionar como um índice sobre como as centrais de concreto, silos e sistemas de transporte operam”, complementa. “Nossa ideia é criar um índice de referência para o setor e criar um roteiro de resolução de problemas para os casos onde as máquinas não têm sido adequadamente operadas”. A partir de agora devemos levantar os pontos mais críticos apresentados por nossos clientes e implementar um plano de ação com o objetivo de suprir as falhas apresentadas”,  complementa.

 

 

Brasil terá primeira fábrica de painéis fotovoltaicos

O grupo chinês BYD decidiu montar a primeira fábrica de painéis solares fotovoltaicos no Brasil. O investimento será R$ 150 milhões, e a unidade ficará em Campinas, no interior de São Paulo. O anúncio foi feito durante a visita do primeiro ministro da China, Li Keqiang, que se encontrou com a presidenta Dilma Rousseff.

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), David Barioni Neto, e a vice-presidente do Grupo BYD, Stella Li, assinaram um memorando de entendimento para oficializar o investimento. A meta da empresa é produzir 400 MW de painéis solares por ano.

A BYD Energy faz parte do Grupo BYD, gigante chinês que emprega 180 mil pessoas em 15 unidades instaladas em várias partes do mundo. Desde 2011, o grupo estuda o mercado brasileiro e, desde então, conta com o apoio da Apex-Brasil, agência vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. No ano passado, o grupo chinês aportou R$ 100 milhões na instalação de uma fábrica de ônibus elétricos em Campinas.

Além da geração de novos empregos, a instalação da fábrica no Brasil deve ser comemorada por representar o barateamento dos custos de desenvolvimento de projetos de energia solar no País.  A BYD Energy vai instalar também um centro de pesquisa e desenvolvimento com foco em estudos e tecnologias para veículos elétricos, baterias, “smart grid”, energia solar e iluminação. O centro e a nova fábrica de painéis também serão instalados em Campinas. Até 2017, o Grupo BYD pretende investir R$ 1 bilhão no Brasil.

 

 

Zoomlion Empilhadeiras busca dez representantes no Nordeste

A Zoomlion, gigante chinesa que produz guindastes, escavadeiras, gruas e elevadores de obras, máquinas de concreto e outros, adquiriu recentemente a fábrica de empilhadeiras e máquinas agrícolas da Chery, e começou um processo intenso de expansão mundial. No Brasil, nomeou a GTM como master dealer, que agora parte para a estruturação de uma rede nacional de vendas. Um dos primeiros passos é encontrar dez empresas no Nordeste interessadas em representar comercialmente a marca.

“O foco inicialmente é Salvador, Recife e Fortaleza, mas depois vamos partir para Maranhão e Piauí”, disse Eliel Santana, gerente regional para o Nordeste. Segundo ele, as taxas de crescimento econômico na região estavam superando as do Sudeste antes do início da recessão e a expectativa é retornar ao ritmo anterior o mais breve possível. Na opinião de Santana, as locadoras de pequeno e médio porte que estão em busca de uma bandeira forte podem se tornar ótimos parceiros e ajudar a sustentar o crescimento da Zoomlion no Brasil.

A meta para o mercado brasileiro é chegar a 500 empilhadeiras no fim do primeiro ano de parceria entre a Zoomlion e a GTM. Para isso, não só uma forte estrutura de vendas nacional está sendo criada, como uma ampla rede de assistência técnica para dar suporte aos proprietários dos equipamentos.

 

 

ZF entra no segmento de Energia Eólica

A ZF Friedrichshafen AG assumirá o negócio de transmissões de grande porte da Bosch Rexroth AG. Com a aquisição, a ZF ingressa nos negócios de transmissões industriais que são utilizadas em plataformas de petróleo, veículos de mineração, máquinas de perfuração de túneis, teleféricos, entre outros. Além disso, a empresa de tecnologia fortalece seus negócios de transmissões para turbinas de energia eólica. O acordo de aquisição foi assinado no dia 12 de maio, mas a aquisição ainda está sujeita à aprovação das autoridades antitruste.

“O fortalecimento de nossa atuação fora do segmento automotivo é um objetivo importante da estratégia corporativa de longo prazo” disse o CEO da ZF, Stefan Sommer. Para ele, a aquisição dos Negócios de Transmissões Industriais e de Turbinas para Energia Eólica da Bosch Rexroth AG, é um excelente complemento ao portfólio de produtos de Tecnologia Industrial e abre novos grupos de clientes. Em 2014, a Bosch Rexroth gerou vendas de cerca de  300 milhões de euros com o negócio de transmissões de grande porte. No mesmo ano, 12% das vendas do Grupo ZF foram geradas através da Divisão de Tecnologia Industrial, derivadas das atividades fora de estrada. A expectativa é de aumento deste share a longo prazo.

Com a aquisição, a ZF está adquirindo as duas plantas de produção da Bosch Rexroth AG, uma em Witten (North Rhine-Westphalia/Alemanha) com aproximadamente 900 colaboradores, e a outra em Pequim(China), com mais de 300 empregados.

 

 

Suspensão de novas contratações do MCMV não surpreende SindusCon-SP

A notícia de que o governo federal suspendeu novas contratações de financiamentos para a Faixa 1 do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) não surpreendeu o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP). O governo federal acabou de repactuar com o setor uma nova agenda de pagamentos e o sindicato já esperava que não houvesse novos investimentos para o restante do ano.

Para o sindicato, a União acerta em priorizar o pagamento dos atrasados. A previsão de recursos no início de ano para a faixa 1 do programa era de R$ 17,5 bilhões, porém apenas R$ 11,5 bilhões foram aprovados e esses recursos foram destinados para o pagamento do que já havia sido contratado.

Para este semestre a expectativa é de anúncio do MCMV 3 e da retomada das contratações do Faixa 1 (FGTS), Faixa 2 e Faixa 3.