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Revista Grandes Construções

Jogo Rápido

Edição 80 · 06/2017 · Junho 2017

Licenciamento ambiental do Ferroanel Norte é aberto a consulta pública

O Contorno Ferroviário da Região Metropolitana de São Paulo, ou “Ferroanel”, uma das mais estratégicas e necessárias iniciativas do setor de logística e transportes, iniciou uma nova fase em seu processo de implantação. O governo de São Paulo entregou, em meados de junho, o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) do Trecho Norte do anel ferroviário (“Ferroanel Norte”), ao Conselho Estadual do Meio Ambiente. O ato marcou a abertura da etapa pública do licenciamento ambiental do empreendimento.

O EIA e o Rima servirão como base para as análises de viabilidade ambiental do empreendimento e sua discussão com a população. O Estudo foi preparado pela DERSA – Desenvolvimento Rodoviário S/A, empresa vinculada ao Governo do Estado de São Paulo, com recursos repassados pela EPL, empresa pública federal.

Os documentos estão disponíveis para consulta no website da DERSA (http://www.dersa.sp.gov.br/empreendimentos/ferroanel-norte/) e seus conteúdos serão discutidos em audiências públicas que acontecerão entre julho e agosto de 2017, nos municípios de São Paulo, Guarulhos, Arujá e Itaquaquecetuba, localidades que serão cortadas pelo traçado dos futuros trilhos.

O Ferroanel Norte será um ramal ferroviário de 53 km de extensão que interligará as estações de Perus, em São Paulo, e de Manoel Feio, em Itaquaquecetuba, em área contígua ao traçado do Rodoanel. Sua implantação possibilitará que os trens de carga que hoje compartilham os mesmos trilhos com os trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) sejam desviados, eliminando o conflito entre cargas e passageiros nos trilhos que cortam o interior da metrópole.

O novo ramal permitirá a movimentação de cargas do interior do Estado para o Porto de Santos, bem como a passagem de comboios entre o interior e o Vale do Paraíba.

Tegra Incorporadora é o novo nome Brookfield Incorporações

A Brookfield Incorporações agora é Tegra Incorporadora. A mudança de nome faz parte de um processo de reformulação da cultura da empresa, iniciado há 18 meses, com o objetivo de reforçar seu compromisso com a excelência, integrando diversas fases que compõem seu negócio, desde a aquisição do terreno, a incorporação, o desenvolvimento do projeto, as vendas e a construção, até a gestão empresarial voltada para os seus clientes.

A nova marca é resultado de um amplo trabalho que teve como objetivo o fortalecimento da cultura da empresa e do seu propósito de oferecer empreendimentos únicos, com alma, para que as pessoas possam viver melhor. O nome Tegra vem de íntegra, integradora, ou seja, expressa o compromisso com a transparência e a responsabilidade da empresa com seus clientes e parceiros.

A Tegra Incorporadora continuará pertencendo integralmente ao grupo canadense Brookfield, que está presente há 117 anos no Brasil e que atualmente administra, aproximadamente, R$ 60 bilhões em ativos no país. Assim como sua controladora, a Tegra Incorporadora segue investindo no Brasil e no desenvolvimento do mercado imobiliário.

Governo de São Paulo anuncia licitação para duplicar a SP-250

O governo do Estado de São Paulo abriu processo licitatório para contratação da obra de duplicação da Rodovia Bunjiro Nakao (SP-250), entre Vargem Grande Paulista e Ibiúna, que beneficiará mais de 358 mil habitantes da região. O edital, na modalidade Licitação Pública Internacional (LPI), foi publicado no Diário Oficial do Estado em 27 de junho e o processo licitatório terá duração de aproximadamente 120 dias, sendo que o início dos serviços é previsto para outubro de 2017 e a conclusão para março de 2019. Durante esse período, serão gerados 340 novos empregos.

Com valor orçado de R$ 142,5 milhões, a obra será financiada pelo Banco Mundial, por meio do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), da Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (MIGA) e do Banco Santander.

A Rodovia Bunjiro Nakao será duplicada em 13,9 km de extensão, do km 48,7 ao km 62,6. O projeto executivo também prevê a implantação de cinco passarelas, no km 49,6, km 53,3, km 57,2, km 59,7 e km 61,6, melhorias no sistema de drenagem, sinalização e dispositivos de acesso.

O DER trabalha para que mais 10,5 km da SP-250 sejam duplicados, entre o km 45,25 ao km 48,7 e do km 62,6 ao km 69,6, nos municípios de Vargem Grande e Ibiúna. O projeto executivo deste segmento está em fase de adequação técnica, a pedido do Banco Mundial, que também será responsável pelo financiamento desta obra, orçada em R$ 108,2 milhões.

A expectativa é que o edital de licitação internacional para contratação dos serviços seja lançado em outubro de 2017, e os serviços iniciados em março de 2018, com prazo de execução de 12 meses.

Mais um complexo eólico no Nordeste

O complexo eólico Ventos do Araripe III foi inaugurado em junho, na divisa de Pernambuco com Piauí. O empreendimento, da Casa dos Ventos, recebeu R$ 1,8 bilhão em aportes e é composto por 14 parques, 156 aerogeradores e potência instalada de 359 MW. Essa energia é suficiente para abastecer 400 mil casas.

“Identificamos um recurso eólico singular na Chapada do Araripe, que nos permitiu gerar energia renovável a baixo custo, com impactos ambientais mitigados e ganhos sociais para as comunidades envolvidas”, diz Mário Araripe, presidente e fundador da Casa dos Ventos.

Além da implantação dos parques eólicos, a Casa dos Ventos construiu a linha de transmissão de 35 km para conectá-los ao Sistema Interligado Nacional (SIN). “A entrada em operação de Ventos do Araripe III não só consolida a Chapada do Araripe como um dos maiores polos de geração eólica do mundo como também celebra um ciclo de investimento de 1GW em dois estados muito importantes para a companhia”, diz o executivo.

Segundo ele, a implantação do complexo eólico gerou cerca de 1,5 mil empregos diretos, com prioridade para mão de obra local. Além disso, cerca de 70 famílias de Simões (PI) e Araripina (PE) tornaram-se parceiras da Casa dos Ventos, arrendando suas propriedades para instalação dos aerogeradores. Esse modelo, assegura a companhia, permite que as famílias recebam mensalmente uma quantia calculada a partir da energia gerada. “Ao todo, mais de R$ 5 milhões serão pagos anualmente aos moradores locais com propriedades arrendadas para o complexo eólico”, informa a Casa dos Ventos.