Newsletter
Revista Grandes Construções

Jogo Rápido

Edição 91 · 07/2018 · Jul/Ago 2018

Tabelamento do frete deve causar impacto de R$ 3,3 bi sobre indústria paulista

O impacto do tabelamento do frete sobre a indústria paulista entre os meses de junho a dezembro de 2018 é estimado em R$ 3,3 bilhões de gasto adicional com frete (19,8%). Este aumento equivale a um gasto mensal adicional com frete de R$ 469,6 milhões, segundo aponta a pesquisa Rumos da Indústria Paulista. Realizada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a pesquisa consultou 400 empresas.

Ainda segundo o levantamento, se a tabela de preços mínimos do frete for mantida, 55,3% das empresas pretendem repassar, integralmente ou parcialmente, o aumento do frete para o preço do produto. Contudo, esse repasse já é percebido pelas empresas pesquisadas. Metade delas (50,1%) sentiu aumento do preço de insumos quando o valor do frete é pago pelo fornecedor. O impacto foi de 2,0% sobre o gasto com insumo das empresas.

"Depois de três anos pressionadas pelo fraco desempenho da economia, as indústrias paulistas estão com pouca margem para absorver este aumento do preço do frete sem repassar para os preços dos seus produtos. No entanto, este repasse estará ocorrendo em um momento de fraca recuperação da economia, o que deve levar a uma queda das vendas, conforme projetado pelas próprias empresas que participaram da pesquisa", observa José Ricardo Roriz Coelho, presidente em exercício da Fiesp.

A pesquisa aponta ainda que a maior parte da indústria paulista está sujeita a sofrer impacto do tabelamento do preço mínimo do frete, pois 59,5% das empresas pesquisadas não possuem frota própria para coleta ou entrega de produtos. E, das 39,1% que possuem frota própria, apenas 28,2% afirmaram que sua frota atende totalmente a necessidade de frete da empresa.

Sobratema atualiza Programa Custo Horário, agora com 1.222 modelos de equipamentos

A Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema) atualizou o Programa Custo Horário de Equipamentos, englobando 357 novos modelos de máquinas usadas em obras de todo o país. Com isso, o programa totaliza 1.222 modelos, o que representa um crescimento de 41,27% ante a última atualização, que contava com 865.

Esse crescimento é resultado do compartilhamento das informações do Guia Sobratema de Equipamentos, considerado uma referência do setor, por contemplar informações e especificações técnicas dos principais equipamentos da construção, mineração, indústria e agronegócio disponíveis no Brasil.

O programa interativo da Sobratema também apresenta uma alta de 45% no número de categorias de equipamentos, passando de 74 para 107, e um aumento de 50% na quantidade de famílias, totalizando 30 famílias. As 33 novas categorias pertencem a dez novas famílias: carreta hidráulica de perfuração de rocha, compactador combinado – cilindros e pneus, compactador estático 4 cilindros, compactador vibratório tandem, fresadora de asfalto, manipulador telescópico, minicarregadeira (Skid Steer), miniescavadeira, recicladora de asfalto e vibroacabadora de asfalto.

Além disso, a tabela resumo do Custo Horário de Equipamentos também foi ampliada, uma vez que acompanha a quantidade de categorias disponíveis no programa interativo.

A Sobratema ainda realizou uma pesquisa com os principais fabricantes, fornecedores e usuários de máquinas no país para atualizar nos valores dos insumos que integra o custo horário de um equipamento, tais como: combustível, IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), seguro DPVAT (Danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre), mão de obra de manutenção e operação, aquisição de equipamentos novos, dentre outros.

Transações imobiliárias superam R$ 472 bi em todo o País

Um estudo inédito realizado pelo Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo (CNB/SP), associação que congrega os cartórios de notas paulistas, revelou que nos últimos 12 meses, os tabelionatos brasileiros lavraram 378.328 escrituras públicas envolvendo transações imobiliárias. De acordo com a pesquisa, juntos, esses imóveis movimentaram R$ 472.625.261.137,83.

O estudo é parte do Projeto Indicadores Notariais, lançado pelo CNB/SP com o propósito de dar transparência as operações imobiliárias que são praticadas via cartórios de notas por meio de escrituras públicas. “É mais uma ferramenta importante que os notários disponibilizam à sociedade. Os dados servirão também como informação importante para o mercado imobiliário e para os demais setores da sociedade civil”, analisa Andrey Guimarães Duarte, presidente do CNB/SP.

A pesquisa será disponibilizada todos os meses no site do CNB/SP – indicadores.cnbsp.org.br – e trará sempre informações sobre a quantidade de transações imobiliárias via escritura pública, bem como o valor em reais que estas operações representaram no período.

No mês de maio, por exemplo, foram transacionados em todo o Brasil aproximadamente 80 mil imóveis, que movimentaram R$ 38 bilhões. Nesse período, houve um recuo de 7,6% em relação a abril (81.168 mil imóveis). Ainda de acordo com o levantamento, São Paulo é o estado que mais transaciona propriedades via escritura pública. Neste período foram computadas a lavratura de 23 mil escrituras, ou seja, quase 30% dos atos lavrados no País.

Cresce o número de empresas interessadas na privatização dos cemitérios paulistas

Chega ao final, o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) promovido pela Prefeitura de São Paulo, que convocou os interessados da iniciativa privada para apresentação de estudos e soluções visando a revitalização, modernização e gestão dos 22 cemitérios e do crematório públicos da cidade de São Paulo.

Iniciado ainda no primeiro semestre de 2017, o PMI (que tinha data para entrega dos estudos marcada para 25 de julho de 2017) foi suspenso pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) que liberou a conclusão do procedimento após sete meses de idas e vindas junto à Administração Pública Municipal.

Agora chancelado pelo TCM, a Prefeitura de São Paulo entende que o PMI (e consequente recebimento dos estudos contendo soluções dos players com experiência no setor) é passo fundamental para a futura modelagem do processo licitatório dos cemitérios públicos da cidade.

Adriano Napoli, representante do Consórcio Zion, participante habilitado no PMI, vê com bons olhos o convite feito pela Prefeitura de São Paulo para o diálogo entre municipalidade e iniciativa privada sobre a apresentação de soluções e melhorias na gestão dos cemitérios públicos. No entanto, ele entende que o tema ainda carece de segurança jurídica. Segundo Napoli, “a cidade de São Paulo necessita, antes de mais nada, de um marco legal sobre o setor. Um projeto de lei que reúna, de forma altamente organizada, as inúmeras leis esparsas que hoje ditam, de forma arcaica e desatualizada, as regras sobre o serviço funerário e sobre a administração de cemitérios municipais e particulares”. “Não há como se falar em segurança jurídica para a concessão dos cemitérios públicos e do serviço funerário (também alvo de procedimento de manifestação de interesse específico promovido pela Prefeitura de São Paulo) sem a criação de um normativo legal único, que regulamente o setor de forma integrada”, conclui.

São Paulo despenca no mercado livre de energia para fontes limpas

A FDR Energia, empresa de geração e comercialização de eletricidade, acaba de concluir a última edição do Índice Nacional de Atratividade do Mercado Livre para Fontes Limpas de Energia do mês de junho. O levantamento mostra que o estado de São Paulo despencou cinco colocações no ranking, caindo da 13a posição em janeiro para a 18a em junho.

Já o Rio de Janeiro subiu no ranking de atratividade para fontes limpas no mercado livre de energia, passando da sexta posição, em janeiro deste ano, para a quinta em junho. O estado é superado apenas por Tocantins, Pará, Espírito Santo e Goiás.

O levantamento geral mostra que o período registra a maior queda da atratividade das fontes limpas de energia no mercado livre no ano, com a média de “0,507”, no comparativo com maio, que registrou “0,526”.

O ranking, tal qual o modelo do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), elaborado pela Organizações das Nações Unidas (ONU), é calculado em um intervalo de “0,000” (para a menor atratividade) e “1,000” para a maior atratividade.

Pode-se considerar que valores no índice abaixo de 0,4 são tidos como inviáveis financeiramente para migração para o Ambiente de Comercialização Livre (ACL). Entre 0,4 e 0,6 como viabilidade moderada, entre 0,6 e 0,8, de boa viabilidade e acima de 0,8, com alta viabilidade.

“Com base nesse estudo, as empresas podem calcular se vale a pena migrar para o ambiente livre em cada unidade da federação”, afirma Erick Azevedo, sócio diretor da FDR Energia. “Podemos também perceber uma elevação nos preços devido ao regime de chuvas”, complementa.

RANKING COMPLETO DO MÊS DE JUNHO

ESTADO JUN
TOCANTINS 0,592
PARÁ 0,582
ESPIRITO SANTO 0,570
GOIAS 0,568
RIO DE JANEIRO 0,568
AMAZONAS 0,566
SANTA CATARINA 0,555
MATO GROSSO 0,554
PARANÁ 0,534
PIAUI 0,527
DISTRITO FEDERAL 0,525
PARAIBA 0,516
MARANHÃO 0,512
CEARA 0,509
MATO GROSSO DO SUL 0,507
ALAGOAS 0,500
PERNAMBUCO 0,486
SÃO PAULO 0,477
MINAS GERAIS 0,473
RONDONIA 0,470
SERGIPE 0,470
BAHIA 0,465
RIO GRANDE DO SUL 0,465
RIA GRANDE DO NORTE 0,452
ACRE 0,445
AMAPÁ 0,353